domingo, 31 de agosto de 2008

terça-feira, 26 de agosto de 2008

A História do Avó Americano

Em seguida, passo a relatar, a história de um avó americano, com um neto de 4 anos de idade que frequentava um jardim de infância. Ele contava[1]:

Recentemente levei o meu neto a fazer um teste de admissão para um programa de educação de infância para crianças de 4 anos. O meu neto, que é um apreciador da série de televisão Rua Sésamo, identificou facilmente as cores e formas, tarefas que a prova exigia.
Dias mais tarde... Hurrah! O Nick foi admitido ao programa pré-escolar sem qualquer problema. Como mulher e como mãe empregada, a minha filha estava deliciada por ter o filho num programa de alta reputação. Então advertiu-me: “ Pai, pode ir buscar o Nick à escola, mas na condição de não abrir a boca. Chame por ele, não fale com ninguém e traga-o para casa.” Eu prometi ir buscar o meu neto e não me meter em sarilhos.
Depois do Nick estar já há algumas semanas na escola, um dia, quando o fui buscar, cruzei-me com a professora dele. Apresentei-me à professora como um comerciante de gravatas reformado e perguntei-lhe por que ela tinha admitido o meu neto.
A professora respondeu que ele tinha passado no teste.
Então perguntei que teria acontecido se ele tivesse confundido a cor verde com a cor amarela, ou se ele não tivesse distinguido um quadrado e um círculo. Teria Nick sido admitido? “ Não”, respondeu prontamente a professora, “nesse caso ele não teria passado no teste e não teria, portanto, sido admitido”. Então Perguntei à professora se o meu neto estava definitivamente admitido e não seria mandado embora na base das perguntas tontas do avô.(O aviso da minha filha estava ainda nos meus ouvidos.) Depois de a professora me assegurar que o meu neto não seria excluído por causa de qualquer pergunta que eu fizesse prossegui: “ Não teria mais sentido admitir as crianças que não sabem as formas e as cores do que admitir as crianças que já sabem essas coisas?”
A professora olhou para mim como quem olha para os restos de um puré de batata. Eu era obviamente um velho ignorante e provocador. Então explicou-me que quando fez o seu mestrado em educação de infância, estudou a teoria e a investigação acerca da “Readiness”, disse-me a professora, é um conceito que ajuda os educadores a determinar quem está pronto para beneficiar de instrução escolar e quem está muito imaturo.”
“Oh”, repliquei, “eu pensaria que todas as crianças de 4 anos são imaturas”. De novo a professora olhou para mim com aquele ar cansado e desalentado com que as pessoas olham quando falam para alguém de uma estupidez sem limites. Então continuou explicando que a maturidade é determinada pela progressão ano a ano, da criança normal, através das etapas conhecidas do desenvolvimento. Explicou-me também como os peritos em psicometria tinham desenvolvido este exame de entrada. Explicou-me também que com base na distribuição normal da criança de 4 anos , era claro que o seu neto estava na metade superior, e portanto, “ pronto” para beneficiar de um programa de 4 anos.
Agradeci à professora e a cuidadosa paciente explicação, mas não pude evitar de colocar mais uma questão. “ No próximo ano, o meu neto, que já está testado como pertencente ao grupo dos melhores, terá acrescentado o benefício de ter estado num programa para crianças de 4 anos durante um ano completo. Não terá ele então aprendido muito mais e, portanto, não estará ainda mais avançado do que as crianças de 4 anos que reprovaram no teste de admissão e, consequentemente, ficaram um ano em casa, ou em qualquer outro sítio, sem benefício da educação pré-escolar? “ Será”, continuou o avó americano, “ que as crianças de 4 anos que forem este ano rejeitadas terão algum dia a possibilidade de recuperar?”.
Desta vez a professora olhou para mim significando que o meu comentário merecia uma resposta violenta, mas ela contaria até dez antes de a dar. Então pedi desculpas e não esperei pela sua explicação. A informação que me tinha dado era muito clara. Já a tinha obtido muitas vezes quer vinda de autores de testes, quer de administradores, quer de professores. Na verdade, o que ela estava disser quase directamente, mas sem usar as palavras exactas, era aquilo que poderia ser colocado num cartaz em muitos jardins de infância nos EUA:

AS CRIANÇAS QUE NÓS MELHOR ENSINAMOS SÃO AQUELAS QUE MENOS PRECISAM DE NÓS.
[1] A História do Avô Americano, aqui adaptada por Júlia Formosinho , é relatada no livro “Understanding Assessment and Evaluation in Early Childhood Education, de Dominic Gullo (1994).

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

A Escola Começou

Mãe e Pai:


Já começou o novo ano lectivo, com o educador que aprenderei a amar a cada dia, cada vez mais e, para isso, preciso que me ajudem a:
- Confiar nas pessoas que gostam de mim;
- Valorizar pequenas coisas que faço no Jardim de Infância;
- Sentir-me seguro e protegido;

- Ser responsável e respeitador;

- Poder manifestar os meus sentimentos e ser aceite com eles;

- Não sentir medo do desconhecido porque a minha família estrá sempre do meu lado;

- Respeitar as regras e normas de convivência estabelecidas na escola;

- Ser assíduo e pontual;

- Colaborar com a educadora para que todos disfrutemos deste período de adpatação.

Mãe e Pai, bem -hajam por saberem partilhar com os amigos, brincar, cantar e aprender são as coisas que mais necessito nesta etapa. Não lamentem a minha ausência: são muito poucas as horas em que vamos estar separados, mas que nos permitirão contar-mo-nos coisas novas quando estaremos juntos.
Xi-coração...

Chegou a Escola

Pai e Mãe

A minha passagem pelo Jardim de Infância será muito importante para mim, por isso lhes peço:

- Que sejam pontuais na hora de me trazerem
- Que me venham buscar também na minha hora, senão vou pensar que se esqueceram de mim
- Assistam às reuniões. é muito importante para a educadora e para mim
- Não se esqueçam que o Jardim de Infância se rege por normas que devem ser respitadas
Se vocês o fizerem, eu também aprenderei a fazê-lo

Bem-hajam, papá e Mamã
por me ajudarem a CRESCER
!

Revista Educadores de Infância

Manual Escolar a Adoptado

Para os Pais:


Gomes, Dina, (2007. O grande livro das novas actividaddes para a pré-escola 3-6 anos. Lisboa: Papaletras.

Podem encomendar na Livraria Bertrand no Parque Atlântico.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Carta aos Pais no Início do Ano Lectivo


Eis algumas recomendações aos Pais:


•O horário lectivo da Escola EB1/JI de S. Vicente Ferreira decorre das ____ às ____, impreterivelmente. Sendo o horário de almoço das ____até às ____.

•Os Pais devem respeitar os horários de entrada e saída.

•Na hora de almoço e de saída, os Pais devem aguardar na porta principal fora da escola.

•Os Pais não devem interromper as aulas, dado que decorre as actividades pedagógicas em tempo lectivo.

•Sempre que o seu filho falte, deverá justificar e avisar a escola com antecedência ou, em casos de última hora, avisar no horário das 10h:30 às 11h.

•É importante que o seu filho não falte com frequência porque, para além de perderem a sequência das actividades desenvolvidas ao longo do ano, poderão ter problemas de readaptação.

•Todo o vestuário do vosso filho deve vir devidamente identificado.

•Não deixe que o seu filho traga brinquedos e objectos de valor para a escola.

•Escolha uma roupa confortável e prática para a Escola: calças com elásticos, sapatilhas com autocolantes.

•Deve despedir-se de maneira breve mas com sentimento, fazendo referência que à tarde virão para buscá-lo.

Agradecendo a vossa atenção e compreensão


As Educadoras de Infância
Rita Bonança